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Pensamento

As ondas do mar são como os momentos, por mais que pareçam iguais, não se repetem jamais...

Dia do Circo

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Imagem: Portal Ceal

Comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo.

Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.

COMO SURGIU:

    É praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5 000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia.

    Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos.

    Também no Egito, há registros de pinturas de malabaristas. Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços.

NO BRASIL:

    No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista.

    Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa.

    Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo.

    O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.

NOSSOS PALHAÇOS MAIS FAMOSOS:

    Carequinha, "o palhaço mais conhecido do Brasil" - ele mesmo se intitula assim - diz que os melhores palhaços que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal.

    "Sou contra circo que tem animais. Não gosto. O circo comum, sem animais, agrada muito mais."
    Carequinha

    Denominado o "Rei dos Palhaços", o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922.

    "O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos que batalhar para essa instituição não perecer"
    Frase dita por Piolin, pouco antes de morrer

    FONTE:  IBGE Teen

Vou-me embora pra Pasárgada

Manoel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro "
Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

Pensamento

O amor é uma oportunidade que bate a nossa porta, e às vezes por capricho não o deixamos entrar...

Morre Sabá Reis

O Brilhante jornalista Sabastião Pereira dos Reis foi encontrado morto em seu apartamento, no Condomínio São José do Rio Negro, na avenida Paraíba, em Manaus hoje pela manhã.

Sabá Reis, grande jornalista, que passou pelo O Estado de São Paulo, jornal aCritica e O Estado do Amazonas, morreu hoje. Acabei de ouvir image

a notícia na CBN Manaus.

Meus pêsames a todos os familiares e amigos!

Carro que estaciona sozinho!

Lendo a notícia abaixo, lembrei de uma crônica que escrevi em 1992, Manaus Século XX, que mais recentemente reeditei e mudei para "Manaus, Século XXI e Meio". Nesta crônica sou visionário e coloco alguns itens de tecnologia que, lógico na época, eram mera imaginação do autor. Hoje me deparo com algumas das coisas que lá escrevi sendo reais e outras em caminho de desenvolvimento. Prova de que a humanidade evolui e as idéias também.

 

Aqui o link da crônica: http://xicobranco.com.br/4810/index.html

 

"Um carro que estaciona sozinho, sem que o motorista precise tocar a direção, começou a ser vendido hoje no Japão. O modelo híbrido gasolina-elétrico da Toyota Motor Corp conta com censores que ajudam a direcionar o veículo para dentro de uma vaga.

Durante uma demonstração, o presidente da Toyota, Fujio Cho, sentou-se no banco do motorista e manteve as mãos para cima enquanto o carro estacionava. "Esqueci de apertar o freio, mas é fácil", disse Cho.

O modelo, chamado Prius, é descrito pela empresa como mais econômico e barato que seus antecessores. A General Motors Corp e Ford Motor Co lançarão seus primeiros modelos híbridos ainda neste ano. A Toyota espera vender 76 mil novos Prius no mundo em 2004, apostando no crescimento da demanda por carros menos poluentes.

O objetivo representa mais que o dobro das vendas anuais do Prius nos últimos dois anos, ao redor de 28 mil unidades. A Toyota, terceira maior fabricante de carros do mundo, vendeu cerca de 120 mil Prius desde que o modelo foi lançado, em dezembro de 1997. "O desenvolvimento de carros ecológicos é chave para nossa estratégia de crescimento futuro", afirmou Cho.

O novo modelo custa o equivalente a US$ 18.430 no Japão. O sistema inteligente de estacionamento é oferecido como opcional, com um custo extra aproximado de US$ 1.970, que inclui um sistema de navegação."

Fonte: Reuters

Pirataria no Orkut ta na mira da Lei!

Os responsáveis pela comunidade “Discografias”, no Orkut, anunciaram na noite de domingo (15) o encerramento das atividades desse grupo que contava com mais de 921 mil usuários e também de outras comunidades relacionadas. Todas elas -- caso de “Trilhas Sonoras de Filmes”, “Trilhas Sonoras de Novelas” e “Índice Geral” -- eram gerenciadas pelo grupo de anônimos “Moderação Discografias”.
Essas comunidades funcionavam como outras ainda em atividade no Orkut, onde os internautas solicitam e oferecem links para arquivos de músicas que podem ser baixados na web. Grande parte desse conteúdo é protegido pelos direitos autorais e, por isso, essas comunidades podem entrar na mira da indústria fonográfica.

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”Nosso trabalho foi árduo para manter as comunidades organizadas, sem auferir nenhum tipo de vantagem financeira com elas, somente com o intuito de contribuir de alguma forma para a cultura e entretenimento. Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros. Muitos artistas perderão seus meios de divulgação”, diz o texto do “Moderação Discografias”.
“Milhares de membros terão que procurar outras atividades no Orkut que não seja o download de músicas e afins. O número de sites e blogs de conteúdo similar, mais programas como eMule, limewire, de torrents e outros P2P, cresce em progressão geométrica. Perdem eles, perdemos todos, mas enfim, tudo em nome do dinheiro das grandes corporações. Nada em nome da cultura”, continua o comunicado.

Fonte: G1

Sexta-Feira 13 e Lua Cheia!

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Fonte imagem: Blog Inusitados

 

A Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar.

O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 signos do zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.

Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Juda Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

Além da justificativa cristã, antes disso existem duas outras versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.

 

Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de Paraskavedekatriaphobia ou parascavedecatriafobia, ou ainda frigatriscaidecafobia.

A Portabilidade e o Juiz

A portabilidade e eu

Surrupiado de Carlos Zamith Junior em seu blog Diário de um Juiz

Clique para ampliarCansado do mau humor do meu Motorola V3, que insistia em iluminar a tela de lcd na hora que bem entendia, resolvi procurar a TIM, da qual sou cliente há mais de cinco anos, imaginando que teria direito a algum bônus irrecusável na aquisição de um outro aparelho.

Minha fatura média é de R$ 150,00 mensais e o pagamento está em débito automático, ou seja, preocupação “zero” para a TIM. Por isso, quando procurei a loja situada do Amazonas Shopping pensei que iria ser recebido com tapete vermelho, champagne, caviar ou coisa parecida.

Mas não, o atendimento é franciscano. O cliente enfrenta uma pequena fila para expor o motivo da visita e só após essa triagem é que entra noutra fila para aguardar o atendimento “dos veras”.

Esperei pacientemente, apesar de ariano. Quando expus o motivo da visita, fiquei sabendo que teria um “formidável” desconto de R$ 150,00 na compra de outro aparelho.

“Pera aí? R$ 150,00? Passo mais de 5 anos proporcionando um lucro tranquilo e razoável para a TIM e o retorno é esse?”

Ainda bem que inventaram o shopping center. Sai da loja da TIM e mais alguns metros topei com o balcão da VIVO. Perguntei o que eu ganharia se trocasse de operadora, conservado o perfil que mantinha na concorrente.

- O senhor tem direito a escolher entre um Nokia N95 ou um LG KE990d (foto) e a fidelidade é de um ano. Optei pelo LG, valor de marcado em torno de R$ 800,00, tecnologia touch screen, câmera digital de 5 MP  e outras bossas mais.

Ali mesmo, saquei os documentos e autorizei a portabilidade. Simples, sem necessitar retornar a antiga operadora para cancelar a linha.

 

"Belo exemplo de que as coisas mudam...toma TIM!" - Xico.

PROSAMIM Ganha pontos positivos do BID!

Em visita a Manaus no dia de hoje, o Vice presidente do BID- Banco Interamericano de Desenvolvimento, Daniel Zelikow, fez elogios a aplicação dos recursos pelo governo do Estado. Disse ainda que este projeto deve ser levado para outros estados estados brasileiros, e países da América Latina e Caribe.

O Governador do Estado do Amazonas, Eduardo Braga, destacou o resgate da credibilidade do estado na aplicação de recursos externos, o que nos torna transparentes e habilitados para novos investimentos.

Quando questionado se após conclusão, o projeto irá ser mantido pelo BID, seu vice presidente preferiu não comentar.

O PROSAMIM, Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus, é sim um avanço para nossa cidade que sofre tanto com seus leitos de igarapés degradados e invadidos ao longo de tantos anos. Oxalá consigamos reverter isso em 100% um dia.

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Prisão Comum é pra Pobre, Puta, Pastores e Padres; Políticos não!

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Fonte Imagem: Blog Canção Nova

O direito a prisão especial para quem tem curso superior completo, padres, pastores e bispos evangélicos pode estar com os dias contados. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, na quarta-feira (11/3), Projeto de Lei Complementar que põe fim a este direito. O projeto, agora, segue para votação no Plenário do Senado. Se aprovado, volta para a Câmara dos Deputados por conta das alterações no projeto inicial. A CCJ aprovou um substitutivo mais rigoroso do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).  Clique aqui para ler o projeto

E-mail do Senador Demóstenes Torres: demostenes.torres@senador.gov.br

A proposta mantém a prisão especial para ministros de Estado, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores, membros das Forças Armadas, juízes, delegados, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública, membros dos tribunais de Contas e, também, de pessoas que já colaboraram com o Estado na função de jurado.

O projeto é resultado de uma proposta elaborada há nove anos, ainda no governo FHC, por uma comissão de juristas criada pelo Executivo. O objetivo é sistematizar e atualizar o tratamento da prisão, das medidas cautelares e da liberdade provisória, com ou sem fiança. “Principalmente com a finalidade de superar as distorções produzidas no Código de Processo Penal com as reformas que, rompendo com a estrutura originária, desfiguraram o sistema”, diz o projeto aprovado pela CCJ, que teve 10 emendas apresentadas, todas pelo senador Álvaro Dias, mas apenas uma acatada.

Fonte do texto: Site do  Conjur; (O título é meu)

Acima, tem o e-mail do nobre senador, que tal dizer o que você acha desse projeto diretamente a ele?

Somos Todos Keynesianos?

Meu irmão, Francisco Teixeira, me mandou este texto por e-mail e após lê-lo, decidi postá-lo.

"Participei nos últimos dias 5 e 6 de março do Seminário Internacional do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, realizado aqui em Brasília."

Abaixo o artigo de Tiago Thuin sobre o painel realizado na tarde do dia 6 (sexta feita).

BRASÍLIA - Somos todos keynesianos? Com essa questão Tânia Bacelar, professora de economia da UFPE abriu o painel O Papel do Estado no mundo pós-crise e os desafios do estado brasileiro do seminário do CDES, na tarde do dia 5. A questão foi qualificada por seus colegas de debate, que vêem na crise econômica a oportunidade e a necessidade de se superar o modelo de desenvolvimento capitalista-fordista, impondo ao Brasil e ao mundo não apenas um novo modelo econômico mas, nas palavras do pesquisador Ignacy Sachs, “um novo modelo civilizatório.”
Estaríamos, segundo o professor Sachs, no limiar de uma nova revolução tecnológica, que encerraria o “hiato” de alguns séculos de utilização de combustíveis fósseis, equiparando-se em importância às revoluções neolítica e industrial. Apenas através de “avanços nessa direção, via sistemas integrados adaptados aos biomas e voltados para a agricultura familiar” é que se poderá superar a crise econômica – e, de quebra, as crises sistêmicas que a precederam, do emprego e da segurança alimentar. Para o professor Sachs, os países tropicais levariam uma vantagem natural nesse novo modelo, devido à maior incidência de luz solar.
O presidente do IPEA, Márcio Pochman, também falou da necessidade de se adotar um novo modelo econômico, adaptado às novas realidades tecnológicas e ambientais. Segundo ele, nesse novo modelo, o cidadão começaria a trabalhar aos vinte e cinco anos (uma realidade já conhecida entre os filhos dos ricos no Brasil), permaneceria no local de trabalho por 16 horas por semana, e viveria até os 100 anos. Esses números, segundo ele, parecem radicais, mesmo utópicos, mas apenas do mesmo modo como os atuais – de oito horas por dia de trabalho, começar a trabalhar aos 18, e viver até os 75 anos – pareceriam utópicos numa reunião realizada em 1850, quando a tecnologia já permitia a situação atual, mas a sociedade ainda se pautava pelo paradigma agrário, de trabalho começando na infância, se extendendo ao longo do dia, e expectativa de vida de 35 anos. Porém, para que sejam alcançados, esses índices demandarão o aumento dos recursos estatais, que de 5% do PIB na era agrária passaram para 35 a 55% do PIB na era industrial e, agora, deveriam passar para pelo menos 2/3 do PIB – uma decisão política radical, que talvez a própria crise torne possível.
Voltando à descrição da crise econômica, Sachs notou que, após a crise de 29 o intervencionismo estatal suscitou três respostas, todas calcadas no planejamento estatal: o keynesianismo, o socialismo real, e o fascismo; com a derrota deste último, os dois primeiros disputaram uma corrida econômica no pós-guerra, que ficou conhecida depois, nos países centrais, como a “era de ouro” (nos EUA) ou os “trinta [anos] gloriosos” (França). O liberalismo somente voltou à cena com o declínio e eventual queda dos regimes do socialismo real – e se impôs, com sua ideologia da supremacia do livre mercado a tal ponto que, como notou o professor James Galbraith, um período de supremacia liberal na qual o sentimento de abdicação de controle do estado sobre o sistema capitalista chegou a tal ponto que um membro da SEC (a CVM americana) se fez filmar destruindo com uma motosserra o cartapácio de leis e regulamentos que ele mesmo deveria aplicar.
Sachs e Galbraith notaram, ainda, que assim como no começo dos anos 30 o enfrentamento da crise de 29 pelos governantes inicialmente tinha a meta de “regressar à prosperidade dos anos 20,” hoje os liberais, tornados keynesianos, se perguntam quanto tempo até voltarmos ao crescimento do começo do século. Mas Roosevelt, ao pôr em marcha o New Deal, não pretendia uma volta aos anos 20, mas uma garantia de segurança social, e foi apenas deste modo que a crise pôde ser efetivamente enfrentada e um novo modelo criado. Hoje, mencionou Galbraith, os governos jogam dinheiro sobre os bancos, como se o problema fosse de uma escassez de crédito, e não de uma escassez de confiança nos bancos e no próprio sistema, plenamente justificada depois que esses mesmos bancos “justificaram, celebraram e recompensaram” os instrumentos de mercado arriscados e/ou criminosos empregados pelo sistema financeiro.
Menos radical que Pochman e Sachs, Galbraith não se arriscou a indicar ou prever um novo modelo após a superação da crise, limitando-se a frisar o papel da segurança social no enfrentamento das dificuldades econômicas, e a necessidade da cooperação internacional para resolver uma crise que não se prende a nenhum país em particular.
A nota de pessimismo do painel foi dada pelo analista Jan Kregel, que alertou para o que chama de vício brasileiro: “Em quase qualquer crise internacional, a resposta inicial brasileira é de que o Brasil é muito forte, de que não poderia ser afetado. O Brasil será afetado, e mais do que geralmente se reconhece.” Segundo Jan Kregel, as respostas à crise tomadas até agora pelo Estado brasileiro vão no sentido de tentar preservar a situação anômala dos altos juros e atração de investimento externo, o que é insustentável no médio prazo e não será o suficiente para se proteger da crise global.
Kregel afirmou que o país tem, de fato, uma resposta eficaz para a crise em seus programas de governo, que está nos programas de médio prazo – o PAC, os territórios da cidadania, o PDE, o estímulo às empresas de pequeno e médio porte – mas estas respostas têm sido sacrificadas, ou pelo menos competido com a política de curto prazo de estabilidade macroeconômica à custa de altos juros. Alguns dos fatores apontados como forças positivas do Brasil frente à crise, na verdade, são a consequência inesperada dessa política danosa – por exemplo, os bancos brasileiros nunca precisaram investir em instrumentos exóticos como os derivativos de hipotecas americanos, simplesmente porque o rendimento fornecido pelo estado, a transferência de renda do público aos bancos, era mais lucrativa ainda. No mesmo sentido, Pochman demonstrou que a transferência de renda ao setor financeiro no período 1998-2003 foi superior à totalidade do PIB, muito acima das transferências sendo feitas hoje nos países desenvolvidos.
Encerrando o painel, o diretor do BNDES Luciano Coutinho traçou uma visão mais otimista, segundo a qual o Brasil, através do Estado cujo papel de indutor e planejador do crescimento foi reconstruído desde 2003, está se não imune pelo menos mais bem aparelhado para enfrentar a crise do que a maioria dos países. Comparou o PAC ao pacote de estímulo do Congresso americano, que segundo ele “de 800bn, quase um trilhão, menos de 200bn poderão ser gastos este ano, porque não há planejamento, experiência, licenças locais, nada,” enquanto no Brasil o programa de incentivo econômico já vinha se estruturando desde antes da crise. A única alteração mencionada aos planos pré-crise do BNDES, fora o simples aumento do capital e empréstimos do banco, foi o interesse demonstrado por programas de garantia de emprego, mencionados por Sachs e Kregel, no qual o estado ofereceria a garantia de um emprego por salário mínimo em obras de infraestrutura e em obras locais, o que também implicaria na manutenção da qualificação da mão de obra durante a crise.

E empolgante história de Frank Abagnale Jr.

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Frank William Abagnale, Jr. (Condado de Westchester, 27 de Abril de 1948) foi um falsificador de cheques e impostor estado-unidense por cinco anos na década de 1960. Atualmente preside a Abagnale and Associates, uma empresa de consultoria contra fraudes financeiras. Sua história de vida serviu de inspiração para o filme Catch Me If You Can, 2002)Prenda-me se for capaz no Brasil) , baseado em sua biografia não oficial de mesmo nome.

Biografia

Nascido e criado fora da cidade de Nova Iorque no Condado de Westchester, foi um dos filhos do meio de uma família de quatro crianças. Recebeu aulas numa escola católica de New Rochelle dirigida pela Irmandade Cristã da Irlanda. Em 1964 seus pais se separaram, experiência tão traumática para ele que logo saiu de casa. Foi a última vez que viu seu pai. William voltou a falar com a mãe sete anos depois. 

Fraudes bancárias

Seu primeiro golpe foi fazendo cheques sem fundo, que descobriu que era possível quando foi forçado a fazer cheques com quantias superiores ao que tinha guardado. Isso, entretanto, funcionou até a hora que o banco parou de emitir mais cheques, o que fez com que abrisse mais contas em bancos diferentes, eventualmente criando novas identidades para isso. Durante este período ele experimentou e desenvolveu diferentes técnicas de fraude, como imprimir seus próprios cheques, cópias quase perfeitas dos originais, usando-os e persuadindo os bancos a liberar dinheiro que nunca se materializou, visto que todos os cheques eram devolvidos.

Voando sem pagar

Por um período de dois anos Abagnale se disfarçou como o piloto da companhia aérea Pan Am "Frank Williams" para obter voôs de graça pelo mundo por deadheading (pilotos ganham viagens de graça para outras cidades pelo mundo por outras companhias aéreas como cortesia quando precisam fazer vôos nestas cidades) em vôos normais. No primeiro destes vôos, não sabia onde estava seu assento. Uma aeromoça teve o privilégio de mostrar a Abagnale onde estava o assento. Ele conseguiu fazer um cartão de identificação falso da Pan Am através de um modelo e um certificado de piloto da FAA (Federal Aviation Administration). Ele também conseguiu um uniforme da Pan Am fingindo ser um piloto autêntico que perdeu seu uniforme.

Abagnale como médico

Mais tarde, Abagnale personificou um pediatra em um hospital do estado da Geórgia com o nome de "Frank Conners". Depois de fazer amizade com um médico de verdade, tornou-se supervisor residente como um favor para o amigo até que achassem alguém que pudesse pegar o emprego. Entretanto, sendo uma farsa como médico, Abagnale foi quase mandado embora após quase ter deixado um bebê morrer por inanição de oxigênio (não fazia idéia do que a enfermeira quis dizer com a expressão "blue baby"). Abagnale fazia com que a maioria das tarefas complicadas que deveriam ser feitas por ele ficassem na mão de outros colegas, como por exemplo, colocar ossos de uma fratura exposta no lugar. Após 11 meses, o hospital achou outro substituto para o seu lugar, e então saiu.

Como advogado

Abagnale também forjou um diploma da Universidade de Harvard, passou no exame para avaliação do Estado da Louisiana e conseguiu um emprego no escritório de advocacia da Louisiana. Diz que passou no exame legitimamente, porque, "no Estado da Louisiana você pode fazer o mesmo exame quantas vezes precisasse. Era apenas uma questão de eliminação das suas respostas anteriores erradas."

Ele passou na terceira tentativa. Em sua biografia, ele descreve este emprego como sendo um Office-Boy que simplesmente levava café para seu chefe. Entretanto, já existia um advogado real com o mesmo nome falso que Abagnale usava que trabalhava naquele escritório, o que fez Abagnale se demitir para se proteger.

Como professor

Abagnale também diz ter forjado um diploma da Universidade da Columbia e ensinou sociologia na Brigham Young University por um semestre, apesar da universidade declarar que não houve registro de tal emprego. Abagnale foi citado em seu livro apenas como professor assistente.

Ao final do contrato, mudou-se para a Califórnia e se envolveu com uma aeromoça (chamada Rosalie nos livros). Para ela, ele revelou sua identidade e tudo o que já tinha feito. Rosalie prometeu nunca contar nada a ninguém, mas em determinado dia, foi localizado pela polícia e imaginou que ela quebrou o trato. Abagnale novamente pôs-se a fugir.

Feitos

Em cinco anos, Abagnale trabalhou sob 8 identidades, além de ter usado muitas outras para fraudar cheques, cujo volume de prejuízos passou de US$2,5 milhões em 26 países. Todo o dinheiro bancou um estilo de vida em que ele namorou comissárias de bordo, comeu em restaurantes caros, comprou roupas caras, e para preparar os próximos golpes.

Prisão

Eventualmente foi preso na França em 1969 quando uma comissária da Air France reconheceu seu rosto em um cartaz de procurado. Quando a polícia francesa o apreendeu, todos os 26 países em que cometeu fraude pediram sua extradição. Primeiramente ficou seis meses na Casa de Detenção de Perpignan na França, onde quase morreu.

Depois foi extraditado para a Suécia onde ficou por um ano na Prisão de Malmö por falsidade ideológica. Mais tarde, um juiz revogou seu passaporte americano e o deportou para os Estados Unidos para prevenir futuras extradições. Abagnale foi sentenciado a 12 anos de prisão em uma penitenciária federal por várias modalidades de fraude e falsidade ideológica.

OBS: Diferente do filme, em que ele é preso em uma gráfica, falsificando vários cheques.

Empregos legítimos

Em 1974, o governo federal dos Estados Unidos o libertou sob a condição de que Abagnale deveria ajudar as autoridades federais contra fraudes monetárias. Após sua soltura, Abagnale tentou diversos empregos, mas achando-os insatisfatórios, resolveu fazer uma oferta a um banco. Explicou ao banco o que fez, e se ofereceu para palestrar ao pessoal do banco e mostrar vários truques que os fraudadores usam para enganar os bancos.

Abagnale fez a seguinte oferta: se o banco não achasse que o que ele dissesse fosse útil, não precisariam pagar nada; caso contrário, eles lhe deveriam 50 dólares e deveriam divulgar seu nome e seu trabalho a outros bancos. Naturalmente, eles se impressionaram, e assim Abagnale começou sua vida como consultor legítimo.

Mais tarde fundou a Abagnale & Associates, onde adverte o mundo dos negócios sobre fraudes, e organiza palestras e aulas pelo mundo. Abagnale é agora um multi-milionário através de sua empresa de consultoria de fraudes e prevenção situada em Tulsa, Oklahoma.

Se você leu até aqui, assista o filme, que é muito bom!

Pensamento

A sensibilidade se mede pelo olhar e gestos, e não pelos gemidos.

Marília de Dirceu

De Tomaz Antônio Conzaga, é uma obra rica do  "mais árcade de nossos árcades”. Uma das mais exploradas características barrocas foi, sem dúvida, a suntuosidade e, de certo modo, a complicação, principalmente da forma exterior, além de empanar e perturbar a limpidez e lógica do ideário clássico. Daí o sentido pejorativo que teve o Barroco naquela época. Ele soube como usar isso nessa obra prima. Aqui a Lira I dessa obra maravilhosa e o link da obra completa, logo após o poema:

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Lira I

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.

      Graças, Marília bela,
      Graças à minha Estrela!

Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Respeitam o poder do meu cajado:
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,

      Graças, Marília bela,
      Graças à minha Estrela!

Mas tendo tantos dotes da ventura,
Só apreço lhes dou, gentil Pastora,
Depois que teu afeto me segura,
Que queres do que tenho ser senhora.
É bom, minha Marília, é bom ser dono
De um rebanho, que cubra monte, e prado;
Porém, gentil Pastora, o teu agrado
Vale mais q’um rebanho, e mais q’um trono.

      Graças, Marília bela,
      Graças à minha Estrela!

Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do Sol em vão se atreve:
Papoula, ou rosa delicada, e fina,
Te cobre as faces, que são cor de neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
Teu lindo corpo bálsamos vapora.
Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,
Para glória de Amor igual tesouro.

      Graças, Marília bela,
      Graças à minha Estrela!

Leve-me a sementeira muito embora
O rio sobre os campos levantado:
Acabe, acabe a peste matadora,
Sem deixar uma rês, o nédio gado.
Já destes bens, Marília, não preciso:
Nem me cega a paixão, que o mundo arrasta;
Para viver feliz, Marília, basta
Que os olhos movas, e me dês um riso.

      Graças, Marília bela,
      Graças à minha Estrela!

Irás a divertir-te na floresta,
Sustentada, Marília, no meu braço;
Ali descansarei a quente sesta,
Dormindo um leve sono em teu regaço:
Enquanto a luta jogam os Pastores,
E emparelhados correm nas campinas,
Toucarei teus cabelos de boninas,
Nos troncos gravarei os teus louvores.

      Graças, Marília bela,
      Graças à minha Estrela!

Depois de nos ferir a mão da morte,
Ou seja neste monte, ou noutra serra,
Nossos corpos terão, terão a sorte
De consumir os dois a mesma terra.
Na campa, rodeada de ciprestes,
Lerão estas palavras os Pastores:
“Quem quiser ser feliz nos seus amores,
Siga os exemplos, que nos deram estes.”

      Graças, Marília bela,
      Graças à minha Estrela!

        Thiago de Mello

        Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)
        A Carlos Heitor Cony

        Artigo I
        Fica decretado que agora vale a verdade.
        agora vale a vida,
        e de mãos dadas,
        marcharemos todos pela vida verdadeira.


        Artigo II
        Fica decretado que todos os dias da semana,
        inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
        têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


        Artigo III
        Fica decretado que, a partir deste instante,
        haverá girassóis em todas as janelas,
        que os girassóis terão direito
        a abrir-se dentro da sombra;
        e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
        abertas para o verde onde cresce a esperança.


        Artigo IV
        Fica decretado que o homem
        não precisará nunca mais
        duvidar do homem.
        Que o homem confiará no homem
        como a palmeira confia no vento,
        como o vento confia no ar,
        como o ar confia no campo azul do céu.
        Parágrafo único:
        O homem, confiará no homem
        como um menino confia em outro menino.


        Artigo V
        Fica decretado que os homens
        estão livres do jugo da mentira.
        Nunca mais será preciso usar
        a couraça do silêncio
        nem a armadura de palavras.
        O homem se sentará à mesa
        com seu olhar limpo
        porque a verdade passará a ser servida
        antes da sobremesa.


        Artigo VI
        Fica estabelecida, durante dez séculos,
        a prática sonhada pelo profeta Isaías,
        e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
        e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


        Artigo VII
        Por decreto irrevogável fica estabelecido
        o reinado permanente da justiça e da claridade,
        e a alegria será uma bandeira generosa
        para sempre desfraldada na alma do povo.


        Artigo VIII
        Fica decretado que a maior dor
        sempre foi e será sempre
        não poder dar-se amor a quem se ama
        e saber que é a água
        que dá à planta o milagre da flor.


        Artigo IX
        Fica permitido que o pão de cada dia
        tenha no homem o sinal de seu suor.
        Mas que sobretudo tenha
        sempre o quente sabor da ternura.


        Artigo X
        Fica permitido a qualquer pessoa,
        qualquer hora da vida,
        uso do traje branco.


        Artigo XI
        Fica decretado, por definição,
        que o homem é um animal que ama
        e que por isso é belo,
        muito mais belo que a estrela da manhã.


        Artigo XII
        Decreta-se que nada será obrigado
        nem proibido,
        tudo será permitido,
        inclusive brincar com os rinocerontes
        e caminhar pelas tardes
        com uma imensa begônia na lapela.
        Parágrafo único:
        Só uma coisa fica proibida:
        amar sem amor.


        Artigo XIII
        Fica decretado que o dinheiro
        não poderá nunca mais comprar
        o sol das manhãs vindouras.
        Expulso do grande baú do medo,
        o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
        para defender o direito de cantar
        e a festa do dia que chegou.


        Artigo Final.
        Fica proibido o uso da palavra liberdade,
        a qual será suprimida dos dicionários
        e do pântano enganoso das bocas.
        A partir deste instante
        a liberdade será algo vivo e transparente
        como um fogo ou um rio,
        e a sua morada será sempre
        o coração do homem.

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        Santiago do Chile, abril de 1964

        Dia Internacional Da Mulher!

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        Meus parabéns as mulheres!

        Neste dia em que festejamos,

        Em todo o lar universal,

        Um dia a elas reservado,

         

        É natural que nos venha por elas

        Um misto de amor e admiração.

        Mulheres são seres únicos,

        Capazes de amar sem cobrança,

        Sem distinção e sem culpa:

        - Amor de Mãe!

         

        Capazes de amar por paixão,

        Desejo, ternura e entrega:

        - Amor de Amante!

         

        Capazes de se entregar,

        Brigar, lutar, correr, parar...

        - Amor de Guerreiras!

         

        Capazes de produzir,

        Criar, reiventar, desmistificar:

        - Amor ao Trabalho!

         

        Capazes ainda de,

        Após um dia de luta;

        Chegar em casa e sorrir,

        Beijar, acariciar, conversar:

        - Amor Divino!

         

        Mulheres!

        Almas lavadas de pureza.

        Um ser que leva em seu ventre,

        A procriação de Deus.

        Que em sua sapiência fiel,

        Nos deus a imagem e semelhança

        Do poder maior que podemos ser e querer.

         

        Mulheres, vocês são o hoje e o sempre; são:

        Nossas amigas, companheiras, mães;

        Amantes, parceiras, mestres;

        Força de nosso viver;

        Espelhos a seguir;

        A razão de nossas vidas

        E a beleza de um ser!

         

        Não te há um dia,

        Te há uma vida.

        Neste que te lembramos,

        Com flores e um dizer,

        Dado nossa fraqueza de homem;

        É apenas para ratificarmos

        Que em toda nossa existência,

        Todo dia, é dia de você!

         

        Parabéns Mulheres!

        Mulheres, Mulheres!

        Coisas de E-mail

        Quem tem e-mail, e acho que hoje em dia todos nós os temos, recebe de tudo. Olhem essa que recebi hoje de um amigo:

        VENDO 3 CELULARES, URGENTE! Precisando urgente de grana. É porque a situação está muito difícil, senão não estaria vendendo estes aparelhos.

        1º   -  1 Celular NOKIA -
        Camera 4,1 MEGA PIXEL                          R$100,00
        2º   -  1 MOTOROLA
        VIBRA- CALL COM CAMERA                            R$120,00
        3º   -  1 Celular Sony Ericsson (Pink)
        com vários Jogos                R$130,00

        Eles já estão desbloqueados e podem ser usados em qualquer operadora: TIM, VIVO, CLARO e BRASIL TELECOM.
        Estes valores são para pagamento à vista e em dinheiro.

        Se por acaso não te interessar, favor passar para a sua lista de amigos. Preciso vendê-los urgentemente.

        Abaixo, estou mandando as fotos dos 3 celulares para que possam escolher o aparelho.
        1º - Com câmera.

        Cel1
        2º- Com câmera e vibra.

        cel2
        3º- Com jogos

        cel3
        Obrigado pela força!!

        Mercado Municipal de Manaus Agonizando

        O Mercado Municipal de Manaus Adolpho Lisboa, 1882, que agoniza há mais de 10 anos em uma eterna reforma que nunca termina, é uma cópia do extinto Mercado Municipal de Paris, o Le Halles. De importância singular para a história de Manaus e região, vem sendo tratado com descaso pelo poder público que não "tem verbas", porém a cidade cada dia mais ostenta riquezas e mansões pelas suas cercanias, e vai até mesmo quer ser subsede de uma Copa do Mundo. Será que o pessoal do patrimônio histórico que exibir suas ruínas, ao invés de sua beleza de outrora, para as pessoas que aqui vierem? Fica a minha pergunta.

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                                     PARIS                                                                      MANAUS

        Um Pouco da História do Le Halles:

        Les Halles. Quem já foi a Paris passou por ali. Com mais de mil anos de história, a região de Les Halles localizada na área central da cidade tem como tradição histórica o comércio. Desde o século XII os parisienses tem caracterizado a área como um imenso "bazar", o mercado central da cidade onde poderiam ser encontrados o "grosso" do comércio de alimentos, abate e comércio de carne, de têxteis, calçados...

        Com o crescimento da cidade e da população, a área tornou-se preocupação dos dirigentes locais devido aos problemas de higiene (animais eram abatidos no local para comercialização de carne), segurança e circulação. Em 1842, o prefeito Rambuteau designou a "Comissão Les Halles" para estudar a possibilidade de remoção ou melhor instalação do mercado. Lançou-se um concurso arquitetônico em 1848, e o vencedor arquiteto Victor Baltard propôs a continuação do mercado no local com a construção de 12 pavilhões cobertos de estrutura metálica e cobertura de vidro. Dez destes pavilhões foram construídos entre 1858 e 1870, sendo os dois restantes finalizados em 1936.

        Os problemas decorrentes do crescimento da cidade, e a persistência de antigos como a higiene levaram à transferência do mercado em 1969 para as regiões de La Villette e Rungis. Durante anos a área ficou vazia e foi apelidado pelos parisienses de Le trou des Halles "o buraco de Halles". Um novo concurso na década de 70 o transformou no que se conhece hoje como Fórum Les Halles, um grande shopping center subterrâneo de 5 pavimentos.
        Abaixo deste shopping encontra-se uma das maiores estações subterrâneas de metrô e trem urbano do mundo, a Châtelet-les-Halles. Configura-se como um verdadeiro "entroncamento" da cidade de Paris e sua periferia por onde passam diariamente 800.000 pessoas por dia por abrigar 5 linhas de metrô, 3 linhas de RER, 14 linhas de ônibus (houve aumento de 17 % de passageiros entre 1999 e 2006).

        Fonte: http://www.architecture.blogger.com.br/

         

        Um Pouco da Histório do Adolpho Lisboa:

        O Mercado Municipal Adolpho Lisboa, um dos mais importantes centros de comercialização de produtos regionais em Manaus, foi construído no período áureo da borracha. Por ser um dos mais importantes exemplares da arquitetura de ferro e, não tendo similar em todo mundo, foi tombado em 1º de julho de 1987 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
        Antes da existência do mercado, até 1855, funcionava no local do mercado, a Ribeira dos Comestíveis para comercializar produtos vindos do interior do Amazonas. A ribeira supria as necessidades da cidade, mas, com o início do ciclo da borracha, a cidade sofreu um intenso processo de migração, aumentando a demanda de produtos. Desta forma, os governantes da época perceberam a necessidade de construir um Mercado Público.
        Foi assim, que em 1883 começou a montagem do Mercado. Os pavilhões de ferro foram importados da Europa. Com duas fachadas totalmente distintas, uma de frente para o rio Negro e outra para a Rua dos Barés, o conjunto foi construído com quatro pavilhões: o principal, central e maior; dois laterais (de peixe e carne) e o “Pavilhão das Tartarugas”. O corpo central do edifício é vazado por um portão, cuja bandeira ocupa quase a metade do segundo pavimento. No térreo, esse portão é ladeado por duas janelas de vergas retas coroadas com frontões triangulares, e no segundo pavimento há dois pares de janelas geminadas.
        Sobre a bandeira do portão principal, existe uma cartela cravada com o nome Adolpho Lisboa que, na época da construção da fachada, era prefeito da cidade de Manaus. Posteriormente Lisboa deu o nome ao mercado.

        Fonte: Portal Amazônia.

         

        Quem Foi Adolpho Lisboa:

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        O coronel (porque comissionado nesse posto para comandar o Regimento Militar do Estado - RME, em nossos dias, a PMAM) Adolpho Lisboa nasceu na capital da província da Bahia, "de cor morena, cabelos pretos lisos e olhos pardos", em 22 de janeiro de 1862, filho do capitão Felippe Guilherme de Miranda Lisboa, então servindo no 7º Batalhão de Infantaria do Exército, e de Olympia Rosa de Oliveira Lisboa. Sua chegada à Amazônia ocorreu aos cinco anos de idade, segundo fonte do RME, ou quando recém-nascido, conduzido por seu pai, este transferido para o 5º Batalhão da mesma arma, com sede em Belém. Esta notícia reputo mais confiável, porque o mesmo foi batizado na freguesia de Afogados, quando do trânsito da família por Recife.

        Fonte: Biblioteca Virtual do Amazonas. Para saber mais: Clique Aqui

         

        100 anos de Patativa do Assaré

        Antônio Gonçalves da Silva (Assaré CE, 05/03/1909 - 08/07/2002- ). Frequentou a escola por apenas quatro meses, em 1921, mas desde então vem "lidando com as letras", como ele mesmo afirmou. Agricultor, em 1922 já atuava como versejador em festas, e a partir de 1925, quando comprou uma viola, deu início à atividade de compositor, cantor e improvisador. Em 1926 teve um poema publicado no Correio do Ceará, mas seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, seria lançado trinta anos depois, em 1956. Em 1978 publicou o livro Cante Lá que Eu Canto Cá, e em 1979 iniciou, com Poemas e Canções, a gravação de uma série de discos, entre os quais se destacam Canto Nordestino (1989) e 88 Anos de Poesia (1997). Seu último livro, Cordéis-Patativa do Assaré , é de 1999. A poesia de Patativa, que verseja em redondilhas e decassílabos, traduz uma visão de mundo "cabocla", muitas vezes nostálgica e desapontada com as mudanças trazidas pela modernidade e pela vida urbana. Sua obra aborda os valores e os ideais dos camponeses do interior do Ceará, em poemas que tematizam da reforma agrária ao cotidiano dos sertanejos cearenses.

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        Aos Poetas Clássicos

        Poetas niversitário,
        Poetas de Cademia,
        De rico vocabularo
        Cheio de mitologia;
        Se a gente canta o que pensa,
        Eu quero pedir licença,
        Pois mesmo sem português
        Neste livrinho apresento
        O prazê e o sofrimento
        De um poeta camponês.
        Eu nasci aqui no mato,
        Vivi sempre a trabaiá,
        Neste meu pobre recato,
        Eu não pude estudá.
        No verdô de minha idade,
        Só tive a felicidade
        De dá um pequeno insaio
        In dois livro do iscritô,
        O famoso professô
        Filisberto de Carvaio.
        No premêro livro havia
        Belas figuras na capa,
        E no começo se lia:
        A pá — O dedo do Papa,
        Papa, pia, dedo, dado,
        Pua, o pote de melado,
        Dá-me o dado, a fera é má
        E tantas coisa bonita,
        Qui o meu coração parpita
        Quando eu pego a rescordá.
        Foi os livro de valô
        Mais maió que vi no mundo,
        Apenas daquele autô
        Li o premêro e o segundo;
        Mas, porém, esta leitura,
        Me tirô da treva escura,
        Mostrando o caminho certo,
        Bastante me protegeu;
        Eu juro que Jesus deu
        Sarvação a Filisberto.
        Depois que os dois livro eu li,
        Fiquei me sintindo bem,
        E ôtras coisinha aprendi
        Sem tê lição de ninguém.
        Na minha pobre linguage,
        A minha lira servage
        Canto o que minha arma sente
        E o meu coração incerra,
        As coisa de minha terra
        E a vida de minha gente.
        Poeta niversitaro,
        Poeta de cademia,
        De rico vocabularo
        Cheio de mitologia,
        Tarvez este meu livrinho
        Não vá recebê carinho,
        Nem lugio e nem istima,
        Mas garanto sê fié
        E não istruí papé
        Com poesia sem rima.
        Cheio de rima e sintindo
        Quero iscrevê meu volume,
        Pra não ficá parecido
        Com a fulô sem perfume;
        A poesia sem rima,
        Bastante me disanima
        E alegria não me dá;
        Não tem sabô a leitura,
        Parece uma noite iscura
        Sem istrela e sem luá.
        Se um dotô me perguntá
        Se o verso sem rima presta,
        Calado eu não vou ficá,
        A minha resposta é esta:
        — Sem a rima, a poesia
        Perde arguma simpatia
        E uma parte do primô;
        Não merece munta parma,
        É como o corpo sem arma
        E o coração sem amô.
        Meu caro amigo poeta,
        Qui faz poesia branca,
        Não me chame de pateta
        Por esta opinião franca.
        Nasci entre a natureza,
        Sempre adorando as beleza
        Das obra do Criadô,
        Uvindo o vento na serva
        E vendo no campo a reva
        Pintadinha de fulô.
        Sou um caboco rocêro,
        Sem letra e sem istrução;
        O meu verso tem o chêro
        Da poêra do sertão;
        Vivo nesta solidade
        Bem destante da cidade
        Onde a ciença guverna.
        Tudo meu é naturá,
        Não sou capaz de gostá
        Da poesia moderna.
        Dêste jeito Deus me quis
        E assim eu me sinto bem;
        Me considero feliz
        Sem nunca invejá quem tem
        Profundo conhecimento.
        Ou ligêro como o vento
        Ou divagá como a lêsma,
        Tudo sofre a mesma prova,
        Vai batê na fria cova;
        Esta vida é sempre a mesma.

        Jurupari - Crônica de uma passagem.

        Coincidências a parte. Já ouvi muito falar no meio teatral que a Peça Jurupari, do brilhante e genial escritor amazonense Márcio Souza,  não pode ser encenada porque seria um texto maldito. Jurupari está fortemente ligado aos indigenas amazônicos. É um mito envolto em crenças e tradições muito fortes.

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        A Lenda:

        Segundo a lenda, Ceuci descansava à sombra da árvore do bem e do mal, quando avistou seus frutos grandes e maduros. Não resistindo, apanhou e comeu uma de suas frutas e o seu caldo escorrendo pelo seu corpo nu alcançou o meio de suas coxas.

        Meses após, revelou-se uma gravidez que encheu de indignação toda a comunidade indígena, O Conselho de Velhos, achou por bem, puni-la com o desterro.

        Ceuci teve seu filho muito longe da aldeia de deu-lhe o nome de Jurupari, futuro legislador, que veio mandado pelo sol para reformar os costumes da terra e também encontrar nela uma mulher perfeita com quem o sol pudesse casar.

        Quando nasceu Jurupari, nasceu também o silêncio, o quiriri sombrio e religioso das florestas e dos lagos amazônicos.

        Já ao sair do ventre de sua mãe, falou-lhe:

        -"Não tenha receio mãe: eu venho de Tupã, que é meu pai, com a missão de reformar os costumes de teus irmãos. Venho trazer a lei do patriarcado e o instituto do segredo, que ainda não existe nas tabas:  foi adequado, por isso mesmo, o nome que me deste, Jurupari. Boca fechada, sigilo!".

        Mais que é Jurupari?

        Jurupari ou Izí é um Grande Espírito, que servia de guia e protegia os índios, particularmente aos homens.  As leis do Jurupari, que significa "boca fechada" (iurú= boca e pari=tapume), impunham silêncio total sobre todos os segredos do oculto. O pai deveria matar o filho, se este descobrisse qualquer segredo das festas sagradas antes de iniciado, tão rígidas eram tais regras.

        Fonte: Texto de Rosane Volpatto. Clique Aqui Para Saber Mais

        As leis de Jurupari:

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        Bem, mas voltando as coincidências citadas no início, ontem tive a oportunidade de vivenciar uma cena de Jurupari, Dirigida pelo premiado Diretor Amazonense, Douglas Rodrigues, a cena é a sequinte:

        ATO PRIMEIRO

        CENA PRIMEIRA

        Na escuridão da palco, a luz vai crescendo lentamente, amarelada, pálida, doentia. Uma pilha de cadáveres é notada, são corpos masculinos. Em torno, estáticas, algumas mulheres observam. No proscênio, uma mulher em trajes cerimoniais do alto rio Negro fala para o público.

        MULHER - Espectadores! Vocês irão assistir a uma versão em língua portuguesas da legenda de Jurupari. Como o teatro brasileiro vem se debatendo no caminho sem saída do desespero e da repressão, eu vos convido a abandonar os preconceitos e mesmo, o espirito de curiosidade , para aceitarem esse drama como uma cultura desprezada e não como folclore domesticado. Quatrocentos anos de invasão branca não foram suficientes para apagar os traços do canto jurupari. Reviver este canto é restituir o que já estava reduzido a edições etnográficas de circulação restrita. Eis o drama: no princípio do mundo uma terrível epidemia caiu sobre os habitantes da serra do Tenui e matou apenas os machos. Escaparam uns poucos velhos e um antigo Pajé (a luz destaca o velho pajé sentado em seu banco de madeira). As mulheres, por não verem nas imediações um pajé que lhes desse o que precisavam, desesperaram. Violando o costume, as mulheres julgaram a ciência do velho pajé impotente e não o consultaram. Consternadas elas reuniram-se para escapar ao destino que ultrapassava suas forças abatidas.

        Um grito imenso, cortante, aterrador, escapa da garganta daquelas mulheres petrificadas. Uma delas tenta inutilmente, com um força já debilitada pelo sofrimento, arrastar o cadáver do amante. Todos os movimentos são lentos de uma maneira obssessiva.

        Fonte: Site TESC - Teatro Experimental do SESC do Amazonas

        Nesta cena, fui um dos índios mortos ao chão. A intensidade da narrativa e dos gritos desesperados da índia, foram algo de uma carga emocional muito forte. Isso sem cenário, sem som e sem ensaio...apenas silêncio, quebrado pela narrativa e pelos gritos citados.

        Todos comentaram que sentiram uma emoção diferente, alguns dos "deitados", se viram em uma floresta densa e triste. Outros com seus corpos podres e se desfazendo aos pedaços. Eu me vi numa floresta de céu amarelado; árvores movidas por um vento frio e envoltas numa névoa, e onde os gritos pareciam sair da próprias árvores, como súplicas de mulheres movidas por uma dor muito intensa.

        Os acontecimentos abaixo ocorreram após a conclusão da cena, e seguiram:

        Logo após, caiu uma forte tempestade. Uma das cortinas enrolou-se em um dos ventiladores e foi preciso desligarem o mesmo para evitar algo mais grave. Ninguém mais conseguia ouvir uns aos outros dado o barulho da chuva. Logo ontem achei de ir sem meu carro. Esperei bastante tempo para a chuva passar. Como não passava, assim que diminuiu segui para a parada de ônibus. Quando ia chegando nesta, o ônibus passou e o perdi. Na parada escolhida havia uma fedentina infernal de fezes e urina. Decidimos descer até a parada próxima, isso na chuva. Me molhei todo. O ônibus foi passar já eram mais de dez horas da noite, mais de uma hora de espera. Na avenida Getúlio Vargas ficamos mais de meia hora em um engarrafamento. O ônibus estava cheio de baratas e por mais de uma vez tivemos que trocar de lugar, pois havia baratas caindo sobre agente. Começou a dar em mim e minha amiga, uma forte dor de cabeça. Fui chegar em casa mais de onze horas, ainda debaixo de uma forte chuva, com a cabeça doendo e o nariz entupido.

        Se fosse um cara supesticioso, atribuíria isso a maldição da peça de Jurupari. Mas como não sou, atríbuo ao acaso e a minhas decissões, e deixo para você leitor, o peso da dúvida!

         

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