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The "Same" Travel!

Lendo o blog do Cudi, onde ele taca no inglish mesmo. Lembrei de uma situação que passamos, eu e mais dois colegas da Philips, em 2001, na Bélgica. Estávamos lá em Hallset, cidadezinha aconchegante e linda. Toda noite agente ia jantar num restaurante diferente. Como quem falava o melhor inglês era o Fred, eu e César ficávamos ali com o menu na mão, fazendo hora, até o Fred pedir. Quando o garçon olhava pra gente, nós dizíamos quase que em coro: the same, please!
Numa dessa, já na hora do dessert, eu e o César, já nos sentido a vontade pra ter a nossa independência linguística, decidimos pedir algo diferente. Li daqui, li dali e eis que tinha um Ice cream hot lemon na lista. O César disse: I want this! e apontou o dedão no menu. Eu, ao ser olhado pelo garço, titubeei e disse: the same!, quase que sem querer.
Quando o garçon chegou com as taças, era um sorvete com tudo que você imaginar de fruta ácida e amarga que eles tem por lá. Incomível.
Desse dia em diante a opção "the same", passou a não mais existir em nossos pedidos..rsss
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Outra dessa mesma viagem foi protagonizada pelo nosso Gerente de Qualidade, Wilson, ele ia caminhando do hotel até uma academia, numa esquina próxima; 12 Graus, e o cara só de calção, camiseta e toalha nos ombros. Adivinha! A polícia catou ele por algo tipo, atentado violento ao pudor...rsss né mole não! Foi preciso muita saliva pra convencer os caras deixar ele voltar ao hotel e confirmar que era hóspede a trabalho pela Philips.
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Viagem cheia de estórias essa:
O mesmo Wilson, antes de ir pra Halsset, passou por Paris, com outro de nossos gerentes. Lá compraram de um senhor, que se dizia dono de atelier na Itália e, havia sido roubado por duas belas garotas de programas; dois casacos lindos. Disse o senhor que estava participando de uma semana de moda em Paris, e tudo que lhe restara após esse roubo, eram alguns casacos; tipo Blazer, e o carro. Porém, ele não tinha dinheiro pra colocar gasolina e ofereceu os dois casacos pela bagatela de 800 euros, dizendo qua nas lojas custariam entre 3 e 5 mil. Pechincha daqui, pechincha dali e eis que compraram por 150 euros cada um. Eram um orgulho só, eles usando cada qual seu casaco Valentino, comprado do próprio. Até o passaporte eles haviam visto, antes de comprar.
Eis que na última semana de curso agente ficaria livre na quinta e nosso voo era do Charles de Gaulle, em Paris, no domingo. Conseguimos pegar o trem em Halsset pra Bruxellas e de lá o TGV para Paris, na sexta. Fomos andar na cidade. De Arco do Triumfo ao Museu do Louvre, tudo devidamente fotografado obviamente. No domingo, pela manhã, eu e Fred fomos passear na Champs-Élyiseés. As lojas só abrem as 10:00 da manhã no domingo. Como fomos muito cedo, decidimos andar pela cercania. Numa das ruas, fomos chamados por um senhor dentro de um carrão, ele queria uma informação. Estava com um mapa sobre o volante e perguntou de onde éramos. Quando dissemos que éramos do Brasil, ele já veio de espanhol e nos contou uma estória: Eu sou Valentino, olhem meu passaporte....blá, blá, blá...Olhei para o Fred. O Fred olhou pra eu, e entre os sorrisos malandros trocados, agente entrou na dança. Na hora dos casacos dissemos que não tínhamos dinheiro conosco. Somente alguns euros que não passavam de 30 no meu caso e 25 no Fred. Ele indagou em que hotel estávamos e se não tínhamos mais no hotel. Agente disse que já estava duro. Pega daqui, pega dali e eis que até hoje tenho meu casaco genérico do Valentino, escolhidos dos mais de 30 que ele tinha no porta mala; lindo por sinal e que me saiu pela bagatela de 15 euros, e o do Fred por 20. Pra cima de moá...rsss somo manauara meu, num somo mané! Quando chegamos no Brasil, haja tirar sarro do pobre do Wilson...que saiu de Manaus pra cair na lábia de um salafra parisiense rss

2 comentários:

paula disse...

muito interessante... parabens!

xico disse...

Obrigado! Volte sempre!